quarta-feira, 11 de novembro de 2009

enquete

Caros amigos, gente linda do meu coração:
Participar-ei de um concurso artístico-cultural, e preciso escolher um único poema para representar minha criação artística nesse formidável evento. Queria, por obséquio, pedir que vocês votassem no seu poema preferido neste blog (que seja de minha autoria) para que eu possa ter o feedback necéssario para a melhor escolha. É muito simples: basta postar, nos comentários, o título (ou data) do seu poema preferido. Caso não consigam postar por meio do blog, mandem um email, ou me abordem via orkut ou msn.

Muito obrigado!

Augusto Bitencourt

terça-feira, 27 de outubro de 2009

23:23h

um banho gélido
numa madrugada fria
despertou em mim
saudade do calor
despretensioso amor.
à meia noite
um piano ecoa
e os olhos passam a notar
uma nova criança que nasce
sendo talvez a exceção
pois há quem por ela
sinta amor
sinta paixão.
um novo brilho invade
o azul da alma
e a melancolia perfeita
torna-se desfeita.
a vida torna-se um curioso espetáculo
como é o colapso
de uma estrela
em plena decadência

sábado, 24 de outubro de 2009

love will tear us apart


Talvez a melhor canção já feita sobre o amor. No início, essa música soava estranho pra mim. Porém, após assistir "Control" (filme baseado na vida de Ian Curtis), passei a reconhecer a beleza e a primorosidade dessa obra, que relata de forma ímpar e introspectiva algumas das consequencias decorrentes dos nossos sentimentos.

PS.: um dos melhores riffs da história.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

carta ao senhor poeta


Será mesmo que a tristeza é a nascente dos melhores poemas e das melhores rimas? Será que um poço profundo e ausente de luz é o melhor lugar pra ficar, enquanto o sol ilumina tantas outras vidas, sentimentos e cores do lado de fora? Proponho doses de tristeza. Elas seriam suficientes na sua vida. Tenho muito a dizer sobre sua conversa com a moça-dos-olhos-indecifráveis. Ela sempre te surpreende, não é mesmo? Mas agora você sabe que é hora de fechar os olhos e respirar fundo. Respirar fundo e acabar por negar aquela beleza que você via na janela muda e gritante. Negar o olhar de encantamento. Respirar fundo e aceitar que a felicidade tem múltiplos caminhos. Aceitar que um dia ela não estará aqui. Aceitar que a vida continua. A questão é: o quanto negar? O quanto aceitar? Ninguém disse que seria fácil. Tenho te visto de longe, senhor poeta, tentando aplicar a filosofia do não-extremismo: não esperar sentado o grande amor cair do céu e também não ficar olhando para o relógio com tanto furor, raiva e ansiedade. Existe uma linha tênue nessa duas situações. A poetiza propôs aproveitar o que você tem em mãos. Agora. Levando cada minuto, cada segundo em consideração. Use o tempo a seu favor e espere pelo acaso. Lembre-se que a questão não é dizer “sim” para tudo. Estou certo de que essa nova filosofia vai encontrar limitações e empecilhos, afinal você é um grande criador de futuros – muitas vezes incertos. Lennon certa vez disse que “A vida é aquilo que passa enquanto você faz planos para o futuro”. Essa frase se encaixa perfeitamente na sua nova filosofia. Você tentará desvirtuá-la, senhor poeta, e talvez precise de ajuda. Mas pelo que tenho visto, você tem se saído bem. Sinto que você está disposto a tentar – e conseguir. Você vai.



Augusto Bitencourt

sábado, 10 de outubro de 2009

dualidade

*por Daniel Santos

desculpe se minha ação foi reticente.
com você eu nunca consegui ser claro,
e sempre que penso,
reflito sobre você.
chego a conclusão que é impossivel
existir nós dois;
ou você está muito distante
ou essa idéia é insustentável.
mas... de nada adianta,
porque basta nossa aproximação, e você,
sem saber da minha conclusão,
me convence do contrário,
me desafia.

como uma orquestra
nosso compasso e ritmo nunca se perdem
e eu me arrependo
da conclusão errada.

acabo por julgar à favor
de nós dois.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

meu fôlego incipiente
impede a corrida pela vida
pelos mares e avenidas
que fluem pelo inconsciente

muitas lágrimas ainda virão

em algum momento
uma miragem torna-se tocável.
seria orgulho
o prêmio
de algo notável?

o dia omitiu
um amor doentio.
eu pensei em correr
para onde estaria afinal
uma dose de amor incondicional
que ninguém mais viu
ninguém mais sentiu.

felicidade pode mesmo ser
uma áspera lembrança
que escapa pelos dedos
(...)

fixo o olhar em minhas mãos.
o amanhã passa,
deixa marcas,
e eu não suporto a idéia
de dar tempo ao tempo
mas me vejo de braços cruzados
esperando
por uma segunda vida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

yeux

gostaria de poder ler mentes
desfrutar de seus devaneios
conhecer os anseios que enxergo
através de uma janela muda e gritante
cuja cor não consigo descrever

(você acredita que o passado nos ilumina?)

é como uma sinfonia inesperada.
um tom mel e harmonioso toma conta da alma
dentre os diversos sons
de uma vida desregrada.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dádiva

A vida é ágil
como uma lebre em fuga,
como um pugilista em fúria.

A vida é frágil
como porcelana de antiquário
em terremoto japonês.




*poema escrito por David Bitencourt

domingo, 6 de setembro de 2009

le chat est sur le toit

encontrei uma poetiza
sentada no banco do ônibus.
ela disse que queria ser livre
"liberdade tem um preço.
nós somos ladrões de almas
e de sentimentos
dentro de uma bolha"

o normal é falar?
o normal é fingir?
o normal é gostar
do que VOCÊ gosta?

o que há de estranho
em simplesmente
preferir chuva ao sol,
o silêncio ao caos?
o escuro ao claro?
o frio ao calor?
a tristeza à alegria?

todos têm direito à felicidade
(um jovem afirmou)
e um sábio perguntou
o que era ser feliz.

(...)

com o chegar do ocaso
o café esfriou
a conversa acabou
e a poetiza levantou dizendo:

não tenha medo do que os outros vão dizer.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

reflexão #2

Hoje eu vi uma pessoa com a camiseta do oasis no bandejão.

sábado, 29 de agosto de 2009

pouco importa o que pensam
ficarei distante
só a olhar

não preciso de ninguém
minhas lágrimas caem
sozinhas
e vão além
do que eu posso entender

alguém precisa de mim?

- Somos o que somos
e mudamos
se quisermos mudar.
- o céu não é azul para todos.
- eu sou ator.
não, sou um poeta
sem rumo e sem meta.
(...)
- Quem é você?
- Eu carrego a verdade,
minha verdade.
e timidamente caminho
sem medo de olhar pra trás.

o passado sempre fará parte do presente.

domingo, 23 de agosto de 2009

em meio a minha epifania
quando o mundo todo
continuava a girar
estava eu ali parado
vendo ela chegar
com uma flor entre os cabelos

talvez eu seja apenas
um astro errante
seguindo seus passos
preenchendo espaços
na sua mente
que outrem não o fez

talvez.

mas ao chegar perto
pude ver, de certo
um sorriso emblemático

a flor era de plástico.

oasis day!

O Oasis Day é, certamente, um dos dias mais esperados pela população brasileira, dia no qual as pessoas das mais diversas partes do Brasil, seja nas metrópoles friorentas e ensurdeçedoras, seja no campo, seja nas florestas ou nas várzeas amazônicas, reunem-se para celebrar a boa música.. todas unidas em um só coração...



join us, your f****** bastard!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Metalinguagem Cronística Emprestada

Nós lemos crônicas. Eu pelo menos leio não todo dia, mas com uma respeitável freqüência. Gosto desse tipo de texto, que não se prende à regras gramaticais, até porque todos temos por muito bem sabido que o português é a ferramenta mais usada em nosso cotidiano. Cada um tem essa ferramenta, mais - ou menos – evoluída... mas cada um a utiliza com singular importância. Esses dias estava almoçando em uma praça de alimentação, e ao meu lado havia um grupo de mudos. Eles tinham uma capacidade assustadora de comunicação, ou pelo menos passavam tal impressão. Como estava sozinho, reparei bastante neles, que eram, se minha memória não me engana, quatro mulheres e um rapaz. Mulheres sentem uma inexplicável vontade de transmitir o que sentem, e ali não era diferente. Elas comunicavam-se muito, até perceberem que eu estava reparando. O que eles falaram uma para a outra fiquei sem saber...
Bom, voltando ao assunto proposto pela crônica, acredito que todos aqueles deficientes (ressalto que me refiro ao tema sempre com muito respeito, pois não os subestimo, muito menos duvido da capacidade desse pessoal) desenvolveram a ferramenta da comunicação, mesmo sem os artefatos comum, mais usando outros: os gestos. Ou seja, comunicação é o tipo de instrumento que facilita ou dificulta nosso dia-a-dia, tanto no sentido de “entender” como no sentido de “expressar”. Podemos tornar uma situação simples num enorme e complexo sistema como também transformar um sistema complexo em algo simples. Transformar um fato, facilitar, comprimir...
Diante de tantas coisas, entendo a comunicação também como uma válvula de escape, uma highway de descanso e meditação; então com minha humilde - e tomara que não única – participação, meus préstimos e comprimentos, a um velho amigo por ter criado esse espaço de comunicação. Abraços.



Daniel Santos

sexta-feira, 31 de julho de 2009

sua beleza irradia
como os ventos da capital
e sua força remedia
a fraqueza, o ócio, o normal

a vida as vezes parece um filme
uma manchete de jornal
em que a multidão pára pra ver
o quanto ela quer
o quanto ela luta
o quanto ela consegue

sobre a derrota sempre emerge
uma nova chance, não relute
pois você faz o mundo.

seus olhos enxergam alto
sempre um novo salto
cada vez maior
e maior

o mundo talvez não seja o bastante para você

então
mereça todos os favores,
todos os sorrisos, os amores
embora a chuva insista em alguns dias
você não está sozinha

eu nunca serei perfeito
mas por toda minha vida
posso melhorar cada defeito
me botar em seu lugar
descobrir um jeito
de não te fazer chorar.

que a vida vista você
com um destino sem igual
desculpe por meus erros,
não os cometo por mal.



*Poema dedicado à Stephanie Noelle R. B.

domingo, 26 de julho de 2009

reflexão #1

existem muitos amores
mas quais posso chamar de "amor"?
pessoas constroem o mundo, constroem as idéias
te magoam
sempre?
muitas vezes me vi transformar
a vida em um drama
o céu em chamas.
quando você não quer falar com ninguém
e percebe o quanto mudou
não tem vergonha de si mesmo
mas do que deixou de fazer
e gostaria de voltar para casa
mas não sabe onde é.
estou confuso
me preocupo com pessoas
mas não sei como dizer.
porque o que mais queremos
nunca acontece quando mais esperamos?
vale a pena esperar
o que queremos
cair do céu?
eu penso na vida dos outros:
será que são melhores
ou apenas diferentes
da minha?
e quanto aos valores?
eu não acredito em melhor ou pior
mas o que eu vivo
não é como eu queria
esqueça o dia e a noite
o tempo é um só
se eu estou escrevendo
é porque estou tentando viver,
de verdade

quarta-feira, 15 de julho de 2009

(...)
caminhava um homem pela rua
perdido no tempo.
ele não sabia
onde queria estar

sem olhar para os lados
ele nunca parou de buscar
respostas.

questionou
o que é necessário
para ser um grande homem
para ter um grande amor

cada dia
uma nova melodia
se encaixou em um novo amor
amor que não existia
e se consolidou.


o fato de sermos
fartos de dúvidas
e carentes de respostas
explica a grandeza dos homens

foi o que ele pensou.

terça-feira, 30 de junho de 2009

eu escrevo
mas não tenho sentimentos
sinto não carregar uma alma

meus dias levados pelo vento

não posso prometer
que será a ultima noite
em que vou pensar em você

talvez algum dia
você irá embora
onde eu estarei?

eu escrevo
mas não tenho nada a dizer
algum dia você irá embora
onde eu estarei?

domingo, 28 de junho de 2009


sonhei em um dia saber

como regem as coisas

pensei mais do que agi

sonhei mais do que vivi


e o céu amanheceu vermelho.

sábado, 20 de junho de 2009

palavras não têm cor
palavras não têm movimento
palavras não mudam o mundo
somente palavras, não, não mudam

palavras ditas
palavras ouvidas

palavras não mudam o mundo

quem muda é a vontade
de querer ou não

o antigo olhar de encantamento
virou um presente vazio
eu não sei em que me apoiar

um amor imaginário
um futuro ideal

as palavras não escondem
tudo o que me ilude
palavras não são atitudes

felicidade é uma arma perigosa.