deixo flores
para as futuras gerações,
como uma lembrança minha
para um público
que não vou conhecer.
deixo minhas palavras
publicadas
em rede nacional,
e passarei a ser
um boneco
de papel machê
em seu criado-mudo,
só pra você não me esquecer.
a troco de que?
durante as noites do inverno
minha imagem será cultuada
e minha passagem
por este mundo,
relembrada.
quero minha singularidade
congelada
para que meus feitos
e sentimentos
se conservem, eternos
no conhecimento
popular.
a troco de que?
quero ficar na memória
dessa paulistania
e
talvez somente o eterno
seja capaz
de me fazer companhia.
Gostei do poema!! De verdade!
ResponderExcluirAcho que nada acontece em vão ou por acaso...se nossos feitos e sentimentos não marcarem outras pessoas, com certeza servirá de algo para nós mesmos. E é assim que construimos nossa história...se somente o eterno será capaz de nos fazer companhia? não passa de uma escolha.
Bjos!!
esse ficou demais ..!
ResponderExcluireee..vc pergunta: a troco de que?..
Pense em todos aqueles "bonecos de papel machê" que te cativam, inspiram, encantam.. e vc vai saber a resposta! ;]