domingo, 27 de fevereiro de 2011

eterno

                   deixo flores
para as futuras gerações,

como uma lembrança minha
para um público
que não vou conhecer.

deixo minhas palavras
          publicadas
em rede nacional,
e passarei a ser
um boneco
de papel machê
em seu criado-mudo,

só pra você não me esquecer.

                   a troco de que?

 durante as noites do inverno
minha imagem será cultuada
e minha passagem
por este mundo,
                           relembrada.

quero minha singularidade
                       congelada
para que meus feitos
          e sentimentos
se conservem, eternos
no conhecimento
              popular.

                       a troco de que?

            quero ficar na memória
                    dessa paulistania
                    e
                    talvez somente o eterno
                                       seja capaz
                     de me fazer companhia.

2 comentários:

  1. Gostei do poema!! De verdade!
    Acho que nada acontece em vão ou por acaso...se nossos feitos e sentimentos não marcarem outras pessoas, com certeza servirá de algo para nós mesmos. E é assim que construimos nossa história...se somente o eterno será capaz de nos fazer companhia? não passa de uma escolha.

    Bjos!!

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  2. esse ficou demais ..!

    eee..vc pergunta: a troco de que?..
    Pense em todos aqueles "bonecos de papel machê" que te cativam, inspiram, encantam.. e vc vai saber a resposta! ;]

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