me distrai com uma utopia
que me levou sem destino
pra conhecer o caos e o acaso
no tumulto, vejo o seu amor querer implodir
mas ele não é capaz,
pois ele é uma invenção.
no meio do caos, vejo o seu olhar impelir
o meu chamar,
meu sonho, minha intenção
nesse palco não sei quem irá subir,
ou seria a minha hora?
não tenho pressa,
pois eu sei
que alguém vai subir neste palco
mesmo que tropeçando, por acaso
não vou afinal, pedir por perfeição.
por um segundo
me vi caminhando por aquelas ruas
em que eu queria estar.
mas na verdade,
era minha imagem,
eu me vi passar.
sentei e esperei o acaso chegar com o vento
às vezes leve, na forma de versos,
às vezes pesado,
como uma pedra atirada,
contra minha janela.
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